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Inspirações

Sempre me interessei por vampiros e por outras histórias estranhas, mesmo quando era criança. Também sempre fui interessado em História e em como ela está conosco o tempo todo – você pode pensar que vive em uma cidade moderna, mas o passado está ao seu redor. Muitos anos atrás, li sobre Abhartach, um rei irlandês do século V que foi morto e enterrado, mas retornou para o mundo dos vivos. Acredita-se que o local do seu sepultamento seja um lugar amaldiçoado até os dias de hoje. Bram Stoker baseou seu vampiro, Drácula, na Transilvânia, mas, aparentemente, Abhartach foi sua verdadeira inspiração. Eu também queria usar esse rei vampiro irlandês, mas não sabia como, e por anos guardei a ideia no fundo da minha mente. Então, em uma semana, há alguns anos, duas coisas aconteceram. Visitei uma igreja abandonada com amigos e achei o local estranho e atmosférico. Depois, descobri que uma montanha coberta por árvores, por onde eu sempre passava, não era apenas uma montanha, mas um antigo forte. Essas duas descobertas me fizeram lembrar que coisas misteriosas e sombrias podem estar escondidas bem debaixo do nosso nariz, basta procurarmos por elas. E, a partir daí, todas as ideias que tive por muitos anos – Abhartach, as ruas estreitas de York, a história sombria de Lancaster com seus julgamentos de bruxas, o misterioso lugar campestre em que vivi –, tudo isso se transformou em uma enorme história. Naquela noite, escrevi a primeira linha de “Sangue” e não consegui parar de escrever até terminar o livro, seis semanas depois...

  KJ Wignall


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