KJ Wignall - Entrevista

P: Vamos lá, você já esteve em uma cripta?

R: Sim, claro, muitas vezes.

P: Alguma experiência interessante?
R: Nas criptas? Certa vez, visitei uma cripta em Viena que tinha muitos corpos mumificados. Lembro-me de um em particular que ainda usava um vestido de cetim azul, perfeitamente intacto depois de mais de duzentos anos.

P: Isso deve ter sido um pouco assustador.
R: Não achei.

P: Está certo. Você já viu um fantasma?
R: Acho que não.

P: Acha que não? Não tem certeza se viu um fantasma ou não?
R: Você tem? Você pode ter certeza de que todas as pessoas que viu na rua hoje de manhã estavam realmente ali? Pode ser que tenha visto um fantasma sem saber. Já vi muitas coisas estranhas na minha vida – se fantasmas são ou não uma delas, não sei dizer.

P: Você é uma pessoa bem sociável, mas seus livros falam de solidão e isolamento – por que esse assunto lhe interessa?
R: Sou bem sociável, mas, como a maioria dos escritores, sou também solitário. E todos nós temos uma experiência de isolamento. Joseph Conrad disse “Vivemos como sonhamos: sozinhos”, então acho que todos podemos nos identificar com a vida solitária de Will.

P: Então você quer que os seus leitores se identifiquem com Will, apesar de ele ser um vampiro e um assassino?
R: Claro. Ele não escolheu ser essas coisas. Ele é humano primeiro.

P: Will encontra a felicidade no final?
R: Você terá que ler até o fim para descobrir. Mas a vida é uma mistura das duas coisas, felicidade e tristeza, e não se pode ter uma sem a outra.

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